sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Novo blog

Olá amigos!

Como provavelmente notaram, as atividades aqui no blog e no vlog do Primata Falante estão paradas. Não, ainda não estão encerradas, mas estão sem prazo de retorno.

Porém, comecei anteontem (dia 25/10/12) um blog: Sísifo e o Absurdo.

As postagens terão temática filosófica e literária, eventualmente também com críticas sociais, ciência e outros temas que acho interessantes.

Maiores explicações sobre o nome do blog no primeiro post - http://sisifoeoabsurdo.blogspot.com.br/2012/10/sisifo-e-o-absurdo.html

Se quiser receber no seu feed no Facebook as atualizações, curta a página - https://www.facebook.com/SisifoeoAbsurdo

Abraço e nos vemos por lá!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Texto antigo

Estive ontem lendo um texto que escrevi já há algum tempo, na exata época em que abandonei o catolicismo e me tornei agnóstico.
As mudanças pelas quais passei me trouxeram à completa descrença, e hoje sou ateu.
Porém gosto de olhar pra quem fui um dia e perceber as mudanças pelas quais constantemente passo.
Isso me dá o conforto de perceber que não tenho a verdade em minhas mãos - mas que, ao menos disso, tenho consciência.
Tento ser sincero em minhas dúvidas e perguntas, e fujo de defender ideias apenas por achar que elas são a verdade. Sei que estou em aprendizado, e não me importo que as pessoas saibam disso. Não me importo de parecer desentendido ou desinformado sobre qualquer assunto que seja; me importa aprender.
Por isso mudo tanto e às vezes tão drasticamente. Não tenho mais medo do que as mudanças podem trazer. Acabei aprendendo a me adaptar e gostar delas, por ver tudo que já experimentei graças às mesmas.
Enfim, resolvi postar o texto aqui a pedido de algumas pessoas.
Tenha em mente que mudei minha visão em muitos pontos, já que tinha recém-abandonado a religião nessa época. A visão que tinha, em alguns momentos, era bem confusa, e eu estava começando a

quinta-feira, 14 de junho de 2012

A Realidade, o Conhecimento e a Vida



Quanto mais leio, estudo e penso, mais dificuldade encontro em fragmentar o conhecimento e acreditar que o atingi em algum grau.
Podemos estruturar um pensamento pra entender a natureza e a vida, mas é preciso ter sempre em mente que esse pensamento é apenas a nossa compreensão do real, e não a realidade em si.

A realidade não 'dá a mínima atenção' para as aspirações e angústias do ser humano. Está indiferente às religiões tanto quanto à ciência. Não produz 'cores' ou 'sons'. Não produz 'sabores' ou 'cheiros'. Tudo isso é apenas a ilusão que nossos organismos criaram pra que fosse possível experimentarmos a realidade de alguma forma.

A natureza, em si mesma, apenas segue sendo a natureza, modificando-se ao mesmo tempo em que se mantém intacta.

E, independente do que lhe aconteça, continuará sendo a realidade. Morta. Sem vontades, sem arbitrariedades, sem ordem. Apenas existindo dessa forma impressionante que desconhecemos mais a cada vez que a entendemos melhor.

Podemos adaptar nosso conhecimento às suas mudanças, mas suas mudanças continuarão completamente indiferentes ao nosso conhecimento.
A realidade não luta contra ou a favor de nossos sofrimentos e nossas aspirações, por mais nobres ou solidários que pareçam do nosso ponto de vista. A realidade não liga pro ser humano. Não liga pra vida.
O fim da vida humana ou de toda forma de vida seria uma tragédia aos nossos olhos, porém apenas mais um evento corriqueiro para a realidade.

"Num recanto qualquer afastado do universo, espalhado no brilho de inumeráveis sistemas solares, houve uma vez um astro no qual animais inteligentes inventaram o conhecimento. Foi o minuto mais arrogante e mais mentiroso da 'história universal': mas foi apenas um minuto. Apenas alguns suspiros da natureza e o astro se congelou, os animais inteligentes tiveram de morrer. — Esta é a fábula que alguém poderia inventar, sem conseguir, contudo, ilustrar que lamentável exceção, quão vaga e fugitiva, quão vã e fortuita, o intelecto humano constitui no seio da natureza." (Friedrich Nietzsche. O livro do Filósofo)

E cada vez mais concordo com Camus: "julgar se a vida vale ou não vale a pena ser vivida é responder à pergunta fundamental da filosofia". (Albert Camus. O Mito de Sísifo)

Sim, amigos. Acho que realmente é preciso imaginar Sísifo feliz¹. Mas percebendo que a pedra e a montanha não foram feitas para ele, e não estão tentando facilitar nem dificultar seu trabalho: apenas estão sendo pedra e montanha. E seguirão assim, independente do resultado de sua jornada.

E nem de longe isso deve ser visto como desencorajador ao ser humano. Pelo contrário: sabendo o quanto somos sem importância para a realidade - que continuará depois de nossa extinção tão bem quanto sempre esteve antes de nosso surgimento -, podemos tirar de nós os jugos desnecessários aos quais já estávamos adaptados; tão adaptados a ponto de julgar que sempre existiram e que era nossa obrigação carregá-los.

Saber que não somos especiais não nos diminui: apenas nos torna mais livres perante a realidade. Passamos a não mais ter compromissos com ela, e sim com nós mesmos, visto que somos os únicos a imaginar algum valor em nós.

¹ “Deixo Sísifo na base da montanha! As pessoas sempre reencontram seu fardo. Mas Sísifo ensina a fidelidade superior que nega os deuses e ergue as rochas. Também ele acha que está tudo bem. Esse universo, doravante sem dono, não lhe parece estéril nem fútil. Cada grão dessa pedra, cada fragmento mineral dessa montanha cheia de noite forma por si só um mundo. A própria luta para chegar ao cume basta para encher o coração de um homem. É preciso imaginar Sísifo feliz.” (Albert Camus. O Míto de Sísifo)

sábado, 26 de maio de 2012

Liberdade de Expressão - Casos concretos de discurso de ódio

Caso da estudante condenada à cadeia por preconceito, do blogueiro Ricardo Gama e do reverendo americano homofóbico ("pastor homofóbico" - quase um pleonasmo).
Segundo vídeo sobre liberdade de expressão.